(...) Apenas após ter se livrado de todas as possíveis pretensões, retornando à existência tal como é, o homem pode alcançar a tranquilidade que constitui a base da felicidade humana.
— Johann W. Goethe, “Os sofrimentos do Jovem Werther”
Pintura por Paul Hey.
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Forwarded from Centro de Estudos Minayba
«Evola caracterizou o Islã, no livro Revolta Contra o Mundo Moderno, como “uma tradição de nível superior tanto ao judaísmo quanto às crenças religiosas que conquistaram o Ocidente.”
Apesar do Islão ser uma mensagem baseada no Alcorão e na
sunna, ou caminho do Profeta Muhammad (que a paz esteja com ele), sendo um fenômeno relativamente recente, Evola o inclui claramente como uma manifestação da Tradição (Primordial).
O Islã como expressão do "din al-fitra" primordial, ou forma natural de disposição, é uma realidade expressa em todo o Alcorão, que reconhece os fundamentos espirituais da humanidade como um,
sendo as diversas tradições do mundo expressões locais de uma origem primordial comum. "Humanidade! Nós criamos vocês a partir de um homem e uma mulher, e os transformamos em povos e tribos para que que vocês possam se conhecer" (Alcorão).
O Profeta Muhammad (que a paz esteja com ele) é considerado pelos muçulmanos como o último de uma linhagem de
124.000 profetas, cada um enviado a uma nação e tribo distinta. “Cada nação tem um Mensageiro e quando o Mensageiro chega, tudo é decidido entre eles com justiça. Eles não são injustiçados” (Alcorão).
Embora as suas mensagens diferiam de acordo com o tempo e o lugar, a mensagem central continuou a ser a adoração do Deus Único como base dos esforços humanos. Muhammad (que a paz esteja com ele) não foi apenas o último profeta, mas também aquele cujo alcance era universal, de modo que o Alcorão identifica-o como sendo enviado “como uma misericórdia para todos os mundos”.
Há uma série de aspectos que Evola identifica como parte dos vínculos primordiais do Islão com a Tradição. “Embora (segundo Evola) o Islão se considere a ‘religião de Abraão’, ao ponto de atribuir-lhe a fundação da Kaaba (na qual encontramos novamente o tema da ‘pedra’, ou o símbolo do “centro” [do absoluto]), é, no entanto, também verdade que [o Islão] reivindicou independência de ambos Judaísmo e Cristianismo; a Kaaba, com o seu simbolismo do centro, é uma construção pré-islâmica, que tem origens ainda mais antigas que não podem ser datadas com precisão.
Na verdade, uma tradição popular identifica que os fundamentos da Caaba foram construídos por Adão, o primeiro homem e profeta. Há também evidências interessantes a se considerar acerca da descrição Bíblica da cidade sagrada de Meca*, ligando assim a revelação final àquelas dos primeiros profetas bíblicos. Quanto ao que Evola chama de “simbolismo do centro”, é interessante comparar isso com a lenda do Graal como o mestre sufi escocês, Shaykh Abdalqadir as-Sufi (Ian Dallas) escreve:
“… à medida que o mundo ocidental, insatisfeito espiritualmente, estendeu sua mão para além de Roma e do Papa para encontrar a sua fonte de cura no túmulo do redentor em Jerusalém, pois, insatisfeito mesmo ali, lançou seu olhar ansioso, meio espiritual, meio físico, ainda mais em direção ao Oriente para encontrar o santuário primordial da humanidade, então se dizia que o Graal foi retirado do nosso cínico Ocidente para o puro e casto berço inatingível de todas as nações. Então, o Graal nada mais era do que a Pedra Negra da Caaba, o santuário central da maior religião do mundo, do judaísmo purificado, o Islã. Makkah é nomeada, no Alcorão, como a Mãe das Cidades e, portanto, o ‘berço de todas as nações’ e a Caaba é chamada de ‘santuário primordial de toda a humanidade’. Incrustada num canto da Caaba está a Pedra Negra a que todo muçulmano eleva seus lábios e a beija quando chega empoeirado e exausto como um peregrino, beija como se estivesse saciando sua sede."
* descrição Bíblica da cidade sagrada de Meca: Makka é identificada na Bíblia como estando no “deserto de Parã” (Gênesis 21), e como o lugar onde Abraão construiu uma “Casa de Deus” (Gênesis 35:15 e 28: 7-18). O Profeta Davi fala de “Bakka” (Salmo 84:6) "Que, passando pelo vale de Baca, faz dele uma fonte; a chuva também enche os tanques.", um paralelo observado no Alcorão (Sura Al-Muddaththir, 74:1-3).
Apesar do Islão ser uma mensagem baseada no Alcorão e na
sunna, ou caminho do Profeta Muhammad (que a paz esteja com ele), sendo um fenômeno relativamente recente, Evola o inclui claramente como uma manifestação da Tradição (Primordial).
O Islã como expressão do "din al-fitra" primordial, ou forma natural de disposição, é uma realidade expressa em todo o Alcorão, que reconhece os fundamentos espirituais da humanidade como um,
sendo as diversas tradições do mundo expressões locais de uma origem primordial comum. "Humanidade! Nós criamos vocês a partir de um homem e uma mulher, e os transformamos em povos e tribos para que que vocês possam se conhecer" (Alcorão).
O Profeta Muhammad (que a paz esteja com ele) é considerado pelos muçulmanos como o último de uma linhagem de
124.000 profetas, cada um enviado a uma nação e tribo distinta. “Cada nação tem um Mensageiro e quando o Mensageiro chega, tudo é decidido entre eles com justiça. Eles não são injustiçados” (Alcorão).
Embora as suas mensagens diferiam de acordo com o tempo e o lugar, a mensagem central continuou a ser a adoração do Deus Único como base dos esforços humanos. Muhammad (que a paz esteja com ele) não foi apenas o último profeta, mas também aquele cujo alcance era universal, de modo que o Alcorão identifica-o como sendo enviado “como uma misericórdia para todos os mundos”.
Há uma série de aspectos que Evola identifica como parte dos vínculos primordiais do Islão com a Tradição. “Embora (segundo Evola) o Islão se considere a ‘religião de Abraão’, ao ponto de atribuir-lhe a fundação da Kaaba (na qual encontramos novamente o tema da ‘pedra’, ou o símbolo do “centro” [do absoluto]), é, no entanto, também verdade que [o Islão] reivindicou independência de ambos Judaísmo e Cristianismo; a Kaaba, com o seu simbolismo do centro, é uma construção pré-islâmica, que tem origens ainda mais antigas que não podem ser datadas com precisão.
Na verdade, uma tradição popular identifica que os fundamentos da Caaba foram construídos por Adão, o primeiro homem e profeta. Há também evidências interessantes a se considerar acerca da descrição Bíblica da cidade sagrada de Meca*, ligando assim a revelação final àquelas dos primeiros profetas bíblicos. Quanto ao que Evola chama de “simbolismo do centro”, é interessante comparar isso com a lenda do Graal como o mestre sufi escocês, Shaykh Abdalqadir as-Sufi (Ian Dallas) escreve:
“… à medida que o mundo ocidental, insatisfeito espiritualmente, estendeu sua mão para além de Roma e do Papa para encontrar a sua fonte de cura no túmulo do redentor em Jerusalém, pois, insatisfeito mesmo ali, lançou seu olhar ansioso, meio espiritual, meio físico, ainda mais em direção ao Oriente para encontrar o santuário primordial da humanidade, então se dizia que o Graal foi retirado do nosso cínico Ocidente para o puro e casto berço inatingível de todas as nações. Então, o Graal nada mais era do que a Pedra Negra da Caaba, o santuário central da maior religião do mundo, do judaísmo purificado, o Islã. Makkah é nomeada, no Alcorão, como a Mãe das Cidades e, portanto, o ‘berço de todas as nações’ e a Caaba é chamada de ‘santuário primordial de toda a humanidade’. Incrustada num canto da Caaba está a Pedra Negra a que todo muçulmano eleva seus lábios e a beija quando chega empoeirado e exausto como um peregrino, beija como se estivesse saciando sua sede."
* descrição Bíblica da cidade sagrada de Meca: Makka é identificada na Bíblia como estando no “deserto de Parã” (Gênesis 21), e como o lugar onde Abraão construiu uma “Casa de Deus” (Gênesis 35:15 e 28: 7-18). O Profeta Davi fala de “Bakka” (Salmo 84:6) "Que, passando pelo vale de Baca, faz dele uma fonte; a chuva também enche os tanques.", um paralelo observado no Alcorão (Sura Al-Muddaththir, 74:1-3).
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Forwarded from HispanTV Brasil 🔻
🇮🇷🎨 Mahmud Farshchian, grande mestre da miniatura persa
🔺Hoje comemora-se o aniversário de nascimento do famoso pintor e educador iraniano Mahmud Farshchian, um mestre da pintura persa em miniatura.
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Sempre que quiser saber o que evitar e o que desejar, coloque seus olhos no bem supremo como a meta de toda a sua existência. Tudo o que fazemos deve estar de acordo com esse bem supremo, pois ninguém pode ordenar nenhuma de suas obras a não ser aquele que estabeleceu uma meta suprema para sua vida. Nenhum pintor, por melhor que tenha as cores prontas, conseguirá obter um retrato se não tiver bem fixado o que pretende pintar. Nisso pecamos, pois deliberamos sobre as diferentes partes da vida e ninguém delibera sobre o todo.
– Sêneca em "Cartas a Lucílio"
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Forwarded from Círculo de Scaevola
Todo grande crescimento é de fato acompanhado por uma tremenda desintegração e desaparecimento: o sofrimento, os sintomas do declínio, pertencem aos tempos de tremendo avanço.
— Nietzsche
Eu não gosto de felicidade, eu gosto de sofrimento:
Se eu estiver feliz, os cinco venenos aumentam.
Se eu sofrer, meu carma ruim passado se esgota.
— Dza Patrul Rinpoche
𝐎𝐓𝐈𝐔𝐌 𝐄𝐓 𝐁𝐄𝐋𝐋𝐔𝐌
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Zéfiro, se por acaso vagueares– Hafez, "Gazel X"
Pela mansão do meu amor,
Das suas madeixas ambrosias traz
Os melhores odores na tua asa.
Não poderíeis tirar-me do seu peito
Suspiros ternos para dizer que sou abençoado,
Como ela vive! minha alma estaria
Polvilhada de extasia.
Mas, se o céu negar a graça,
Em torno de seus passos imponentes voam,
com a poeira que dali se levanta,
Parai as lágrimas que banham estes olhos.
Perdido, pobre mendigo! Vagueio
Implorando, desejando que ela venha: Onde poderei ver o teu fantasma,
Onde, querida ninfa, um vislumbre de ti.
Como o junco sacudido pelo vento, meu peito
Abanado de esperança nunca descansa,
Pulsante, desejando em excesso
Sua bela figura para acariciar.
Sim, minha encantadora, embora eu veja
Que o teu coração não me ama,
Nem por mundos, se eles fossem meus,
Dariam um fio de cabelo teu.
Por que, ó cuidado! em vão
Esforçar-se para fugir da tua corrente,
quando estas linhas ainda falham em salvar,
E tornar HAFIZ mais um escravo.
@Homemdosubsolo
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[...] a beleza é a vida quando a vida desvela seu rosto sagrado.
Mas vós sois a vida, e vós sois o véu.
A beleza é a eternidade olhando para si mesma num espelho.
Mas vós sois a eternidade, e vós sois o espelho.
– Khalil Gibran em "O Profeta"
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Separar-se das coisas temporais e conectar-se com as coisas da eternidade é a mais elevada sabedoria.
– Ali Ibn Abi Talib
Pintura: "Ali Ibn Abi Talib" por Hakob Hovnatanian.
@Homemdosubsolo
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(...) Os céus sempre foram assim, matando um homem em batalha e dando a outro felicidade e uma coroa.
– Ferdowsi, "Shahnameh"
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FAUSTO
Que sou eu, se não posso alcançar, afinal,
A coroa com louros da nossa humanidade,
A que todos almejam com tanta ansiedade?
MEFISTÓFELES
Não és mais, meu senhor, do que és: um mortal!
Perucas podes ter, com louros aos milhões.
Alçar-te com teus pés nos mais altos tacões,
Serás sempre o que és: um pobre ser mortal!
– Johann Wolfgang von Goethe, "Fausto" (parte I)
Pintura: "Faust and Mephisto", Anton Kaulbach.
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