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3/4) A resposta está justamente no topo da pirâmide. O mesmo gráfico mostra que os 1% mais ricos globalmente — o ápice do poder econômico no Ocidente — foram altamente beneficiados nesse processo, com ganhos expressivos de renda. Em outras palavras, enquanto a classe média ocidental perdia terreno, a elite global continuava a enriquecer, acompanhando de perto a ascensão da classe média chinesa.

Esse grupo, que influencia governos, mercados e mídias, não apenas deixou de se opor ao modelo chinês, como passou a promovê-lo. Vendiam o sucesso da China como um “case” de gestão eficiente, ignorando o preço pago em liberdade e autonomia por sua população — e, gradualmente, por outros países.

A promessa de ascensão social passou a ser usada como argumento para justificar concessões cada vez maiores: abrir mão de valores ocidentais fundamentais, como a liberdade de expressão, a livre iniciativa e a proteção de dados, em troca de uma ilusão de progresso.

Mas o que significa “ascender” num mundo em que os que realmente prosperaram (a elite dos 1%) não estão dispostos a abrir espaço?

Significa apenas reordenar as posições inferiores da pirâmide, mantendo o topo intocável — e cada vez mais distante.
4/4) Eis o outro lado da guerra comercial: de um lado, países cada vez mais reféns do 1% que enriquece no mesmo ritmo da classe média chinesa; do outro, sociedades inteiras vendo sua autonomia econômica e seus valores democráticos sendo corroídos, em nome de uma promessa de progresso que jamais incluirá todos — mas que formará, no Ocidente, réplicas de um modelo de controle, autoritarismo e ausência de liberdades: uma reprodução global do que já ocorre na China.

Na prática, um novo governo mundial, sob o comando do aparato tecnocrático do Partido Comunista Chinês, que só precisará do colapso do conceito de soberania e da adoção de um sistema de governo mais próximo do parlamentarismo ou semipresidencialismo nas democracias ocidentais, para consolidar seu domínio com o apoio dos 1% mais beneficiados por essa nova ordem que redefiniu a classe média global.
1/3) Dossiê: UP-ARENA – Do Arquivo INÉDITO da USAID à Nova UDN e o Gen ARMA (sigla para Adido Militar) da CIA (Parte 6), apresentado por Kim Paim, investiga documentos inéditos que revelam a atuação da USAID e da CIA no Brasil, destacando a influência dessas agências na política brasileira e a formação de grupos políticos alinhados aos interesses dos Estados Unidos.

O dossiê investiga documentos inéditos sobre a atuação da USAID e da CIA no Brasil, revelando como essas agências operaram em parceria com militares e civis para moldar o cenário político nacional, especialmente durante os anos que antecederam o golpe de 1964.
2/3) A análise se conecta com o presente, traçando paralelos com reconfigurações partidárias recentes.

O termo "GenARMA" apresentado parece uma fusão crítica de “General” com “Adido Militar” (ARMA), simbolizando os militares de alta patente, muitas vezes ligados à embaixada dos EUA, que atuavam nos bastidores em articulações político-ideológicas com apoio da CIA.

Estes militares influenciaram diretamente a política nacional e colaboraram com agentes civis na formação de alianças conservadoras.

Documentos revelam o papel da USAID como canal formal de financiamento e articulação política sob fachada de “cooperação”.

O conteúdo mostra como a agência serviu de instrumento para influenciar a mídia, universidades, igrejas e movimentos civis contra governos nacionalistas e reformistas.

O dossiê traça um paralelo direto entre:

A formação da UDN nos anos 1940-60, como partido de oposição sistemática a Getúlio Vargas, Juscelino e João Goulart e os atuais movimentos de fusão partidária, como o PP e a União Brasil.

A análise sugere que há uma continuidade histórica e ideológica:
ARENAPDSPFLDEMUnião Brasil

Alianças políticas e estratégias atuais

O dossiê destaca a recente movimentação para unificar PP + União Brasil, interpretando isso como o ressurgimento de uma “Nova UDN” — um bloco político forte, com apoio empresarial e midiático, e discurso anti-populista, semelhante ao da UDN clássica que apoiou o golpe de 64.

Continuidade da influência externa

Ao longo do vídeo, é sugerido que as movimentações políticas atuais não ocorrem isoladamente.

Elas dialogam com antigos modelos de dominação externa — seja por meio de soft power, seja por influência direta de instituições como a USAID ou operações da CIA.

A atuação dessas agências, historicamente documentada, teria deixado raízes que se manifestam até hoje nos bastidores da política brasileira.

O dossiê propõe uma leitura histórica crítica, onde a política brasileira seria marcada por ciclos de dominação, reorganização partidária e interferência externa.

A fusão de partidos e o surgimento de blocos de poder conservador — como o atual PP-União Brasil — seriam herdeiros diretos da ARENA e da UDN, agora reconfigurados para o cenário político do século XXI.
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3/3) Dossiê: UP-ARENA – Do Arquivo INÉDITO da USAID à Nova UDN e o Gen ARMA (sigla para Adido Militar) da CIA (Parte 6).

Créditos: Kim Paim (Youtube - @KIMPAIM).

Por favor, considere divulgar o link do dossiê disponível no Youtube, assim prestigiamos o produtor Kim Paim, em reconhecimento ao seu grande e importante trabalho:

https://youtu.be/gl5IHDzZCmc
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Nesta terça-feira, 27/05/2025, o Secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr., anunciou que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) não recomendarão mais que crianças saudáveis ​​e mulheres grávidas tomem a vacina contra a COVID-19.
A história não é uma redação ou um consórcio de emissoras; não é uma elite econômica ou um grupo de campeões nacionais; não é um órgão colegiado ou um grupo com notável saber jurídico.

A história é o registro de tudo o que fazemos, bom ou mal.

Ela só tem um lado — os fatos.
1/5) A Ascensão Chinesa e a Reconfiguração do Projeto de Governança Global

Durante décadas, setores globalistas — especialmente aqueles alinhados à vertente progressista e democrata nos Estados Unidos — acreditaram ser capazes de utilizar a ascensão econômica da China como instrumento para seus próprios projetos de controle geopolítico.

Imaginava-se que, em determinado momento, Pequim poderia ser descartada como um parceiro funcional e contido pelos mecanismos tradicionais de governança global.

No entanto, esse cálculo se revelou profundamente equivocado.

Hoje, a China demonstra ter estado no controle dessa relação assimétrica o tempo todo. O Partido Comunista Chinês (PCCh), sob a liderança estratégica de Xi Jinping, operou com paciência milenar e visão de longo prazo.

No contexto latino-americano, por exemplo, a escolha do Partido dos Trabalhadores (PT) como principal interlocutor regional sinaliza uma reconfiguração estratégica.

Essa escolha ocorreu em detrimento do trabalho diplomático que partidos como o PDT vinham desenvolvendo há décadas com o PCCh, mas sem abandonar outras frentes.

A China fortaleceu os laços com setores jovens e ideologicamente afinados, como a Juventude Socialista, inclusive com o engajamento do Partido Socialista Brasileiro (PSB), que se consolidou como parte ativa do eixo de diálogo e cooperação com Pequim.
2/5) Essa movimentação indica que a China busca assumir o protagonismo de um projeto de governança global que até então era conduzido por elites ocidentais.

E para que esse plano não encontre obstáculos no campo geopolítico, Pequim cuidou de antecipar as movimentações no tabuleiro internacional.

Ao estimular, de forma direta ou indireta, a volta de Joe Biden à presidência dos Estados Unidos — visto por muitos como uma continuação das diretrizes estratégicas do governo Obama —, a China se preparou para induzir os rumos da política externa americana em favor de seus próprios objetivos.

A guerra na Ucrânia exemplifica esse novo arranjo.

A reativação do conflito no Leste Europeu, com o apoio político e militar de Washington a Kiev, empurrou a Rússia para uma aliança ainda mais profunda com Pequim.

Sob o peso de sanções ocidentais, Moscou passou a depender do apoio financeiro, energético e tecnológico da China.

Ao mesmo tempo, a China já contava com um sistema financeiro alternativo ao SWIFT — o CIPS (Cross-Border Interbank Payment System) — e lançou oficialmente, em 2020, sua moeda digital soberana, o e-CNY, um projeto iniciado em 2014 e acelerado durante a pandemia de COVID-19.
3/5) Esse conjunto de medidas fortaleceu a capacidade da China de operar fora das estruturas de dominação financeira do Ocidente.

Em termos simbólicos, essa reaproximação sino-russa pode ser comparada à “cura da besta” — uma alusão à reconfiguração da antiga URSS após sua “ferida mortal”, ou seja, o colapso da União Soviética.

Embora em uma nova arquitetura política, a união estratégica de potências euroasiáticas sinaliza o surgimento de uma ordem multipolar sob coordenação chinesa.

Além do Leste Europeu, a China operou para fragmentar o bloco ocidental também em outras frentes.

O apoio indireto ao Brexit e a imposição de condicionantes em acordos comerciais com o Reino Unido revelam uma clara estratégia de enfraquecer a coesão da União Europeia.

A saída britânica do bloco, somada aos impactos devastadores da pandemia, abriu vácuos geoeconômicos que apenas a China, com sua capacidade industrial e diplomática, estava apta a preencher de forma rápida e eficaz.
4/5) Nesse ambiente de crise, a China emergiu como fornecedora de infraestrutura, tecnologia e crédito, utilizando instrumentos como a Iniciativa Cinturão e Rota (BRI) e seus bancos de desenvolvimento.

Mais do que disputar influência, a China passou a redesenhar a arquitetura global, moldando-a em torno de seus interesses e valores.

Hoje, os sinais são claros: a China não mais atua nos bastidores de um projeto globalista concebido por outros.

Ela se posiciona como centro nervoso de um novo paradigma de governança internacional.

Xi Jinping apresenta-se como o grande timoneiro de um sistema no qual as nações seriam administradas por lideranças regionais que aceitassem operar sob uma lógica semipresidencialista ou parlamentarista, capaz de se integrar a uma governança global liderada por Pequim.
5/5) A chamada “terceira via” — expressão tão utilizada por setores liberais para simbolizar moderação e pragmatismo — acabou por se tornar uma via de transição funcional ao modelo chinês.

Os líderes que a adotarem, cientes ou não, atuarão como meros administradores locais de um projeto maior que não admite soberania plena nem autodeterminação fora do núcleo de poder estabelecido por Pequim.

O que está em jogo não é apenas uma disputa entre modelos econômicos, mas uma redefinição profunda das estruturas de comando do mundo contemporâneo.

Se nada for feito por parte das nações que prezam pela democracia como a conhecemos, ao que parece, a nova ordem não será construída em Genebra, Bruxelas ou Nova York — mas em Pequim, sob os princípios do Partido Comunista Chinês.
A piada e o riso não são crimes.

A piada só funciona porque quem ouve entende que aquilo não é uma declaração de verdade, nem um juízo sério de valor — é uma construção absurda, provocativa, muitas vezes exagerada.

Justamente por isso, provoca o riso.

Quem ri de uma piada reconhece o seu caráter simbólico e ficcional. Sabe que não está diante de um manifesto ou de um ataque, mas de um jogo de linguagem que nos permite rir de nós mesmos, do mundo e até das contradições mais duras da vida.

Quem se ofende com uma piada, por outro lado, não ri — e não a reproduz.

E está em seu direito.

Mas o incômodo individual não pode se tornar um instrumento de censura coletiva.

Nos dois casos, a vida segue.

O riso não é um crime, e o humor não é uma arma.

Criminalizar a piada é confundir linguagem com intenção, arte com agressão, comédia com crime, e ficção com realidade.

É esquecer que o humor é uma das expressões mais antigas da liberdade — e também uma das primeiras a serem atacadas quando ela começa a desaparecer.
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O DESTINO BÍBLICO DO IRÃ: O Irã segundo as profecias bíblicas.

Créditos
Material produzido por:
Além da Sabedoria (canal Youtube)
https://www.youtube.com/@AlemdaSabedoriaa
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O que é um Aiatolá?

Produção:
Estranha História - Canal criado por Henrique Caldeira (doutor em História/UFMG)

Link: https://www.youtube.com/@henriquecaldeira

Resumo 1/2:

O vídeo explica o que é um aiatolá (آية الله, ayatul‑Lah) dentro do islamismo xiita duodecimano (اثنا عشرية, Ithnāʾashariyya).

O título “aiatolá” significa literalmente “sinal de D'us” (do árabe آية, ayah = sinal, e الله, Allah = D'us).

Principais pontos abordados:

O aiatolá é um clérigo xiita de alto escalão reconhecido por amplo domínio em jurisprudência islâmica (sharia) e teologia xiita.

Diferencia-se do xeque, pois o título é conferido por aclamação de outros clérigos ou por reconhecimento por mérito acadêmico, muitas vezes exigindo descendência direta do Profeta Maomé.

No sistema político iraniano e de outras repúblicas teocráticas xiitas, o aiatolá exerce autoridade religiosa e política: nomeia líderes das Forças Armadas, presidente do Judiciário, membros do Conselho dos Guardiões e pode cassar o presidente.
Resumo 2/2:

Figuras históricas e contemporâneas destacadas no vídeo:

Rūḥollāh Mūsavī Khomeynī ( روح‌الله موسوي خميني): também conhecido como aiatolá Khomeini.

Foi o líder espiritual e político da Revolução Iraniana de 1979, tornando-se o primeiro Líder Supremo do Irã até sua morte em 3 de junho de 1989.

Ali Khamenei ( علي خامنئي ): sucedeu Khomeini em 4 de junho de 1989 como Líder Supremo.

Exerce controle sobre os poderes políticos, judiciais e militares no Irã e desempenha papel central nas decisões internacionais.
 
Ali al‑Husaini al‑Sistani ( علي الحسني السيستاني ): grande aiatolá no Iraque e figura proeminente após 2003, líder espiritual e fonte de emulação dentro do seminário em Najaf.

O vídeo também menciona o papel dos aiatolás na difusão do xiismo duodecimano, que segue a crença nos doze imãs, e o empenho desses líderes religiosos tanto em ensino quanto em política.
Mapa Visual da Hierarquia Clerical Xiita (اثنا عشرية)
1/9) BRICS, CIPS, UnionPay e Poder: Os 4 Eixos da Ascensão Chinesa

1º Rússia migra para sistemas alternativos

Com as sanções impostas pelo Ocidente em 2022, a Rússia foi desconectada do sistema financeiro global dominado pelo SWIFT.

Como resposta, intensificou o uso de seu sistema próprio, o SPFS (Sistema de Transferência de Mensagens Financeiras), promovendo sua integração ao CIPS, o sistema chinês equivalente ao SWIFT, desde março daquele ano.

A conexão entre SPFS e CIPS simboliza o surgimento de uma nova malha transacional fora da órbita do Ocidente, construída para operar independentemente do dólar e da infraestrutura financeira euro-americana.
2/9) 2º China apoiando a Rússia economicamente

A China rapidamente ocupou o vácuo deixado pelas empresas ocidentais na Rússia.

Até o fim de 2023, mais de um terço das transações bilaterais sino-russas passaram a ser realizadas em yuan, fortalecendo a moeda chinesa como alternativa ao dólar em ambientes hostis às sanções.

Além disso, a UnionPay, rede de cartões chinesa, integrou-se ao sistema Mir, o equivalente russo à Mastercard e Visa.

Isso permitiu aos cidadãos russos continuar realizando pagamentos internacionais mesmo após o bloqueio das bandeiras ocidentais, consolidando um ambiente financeiro bilateral resiliente às sanções euro-americanas e potencialmente ameaçador para a hegemonia do dólar.
3/9) 3º BRICS e alternativas ao dólar

Rússia e China lideram, dentro dos BRICS, o desenvolvimento de mecanismos paralelos ao dólar e ao SWIFT.

Iniciativas como o BRICS Pay e o BRICS Bridge — este último proposto por Putin em 2024 e baseado em blockchain — buscam reorganizar o sistema monetário global em bases multipolares.

Curiosamente, nem China nem Rússia compareceram à Cúpula do BRICS realizada no Brasil, preferindo tratar o anfitrião como proxy diplomático.

Essa ausência não foi casual:

expressa a estratégia de manter o protagonismo concentrado em Pequim e Moscou, enquanto países como o Brasil funcionam como fachada de pluralidade e neutralidade.
4/9) 4º Motivação geopolítica

As sanções ocidentais não apenas isolaram a Rússia: empurraram-na para os braços da China.

Esse movimento acelerou uma dependência assimétrica, transformando Moscou em peça do tabuleiro geoeconômico chinês.

Xi Jinping, por sua vez, tem utilizado os BRICS, a guerra na Ucrânia e a fragilidade do dólar como vetores indiretos para pavimentar sua ambição de hegemonia financeira.

Mais que uma reação ao cerco do Ocidente, o que se delineia é um projeto sistêmico: a construção de uma nova ordem financeira global, descentralizada dos EUA, mas subordinada à infraestrutura tecnológica, comercial e monetária da China.